Os 5 Erros que Empresas Cometem ao Tirar o Servidor da Sala de TI

Os 5 erros que empresas cometem ao tirar o servidor da sala de TI e levar para um data center. O que verificar antes de assinar o contrato de colocation.

Por Fausto Morales

Os 5 Erros que Empresas Cometem ao Tirar o Servidor da Sala de TI

Os 5 Erros que Empresas Cometem ao Tirar o Servidor da Sala de TI

Quase toda empresa que cresceu com TI própria tem uma sala de servidores que começou improvisada e nunca foi refeita. Um ar condicionado de parede, um nobreak de escritório, uma porta que tranca com chave comum. Funciona até o dia em que não funciona.

A decisão de levar esses servidores para um data center é acertada. O problema é que ela costuma ser tomada com pressa, depois de um incidente, e aí a empresa erra na escolha do fornecedor.

O que diferencia um data center de verdade

Antes dos erros, vale alinhar o que caracteriza um ambiente profissional de colocation:

  • Energia com redundância N+N: dois caminhos elétricos completos e independentes, sem ponto único de falha. Cada rack recebe duplo circuito em 220V AC. Se um lado cai, o outro sustenta sozinho.
  • Nobreak em N+N e gerador em N+1: o nobreak segura a operação durante a transição, e o gerador assume se a concessionária não voltar. Redundância nos dois estágios, não só no primeiro.
  • Climatização de precisão em N+1: ar condicionado de precisão com corredor frio confinado, não ar de conforto. Sensores de temperatura e umidade em múltiplos pontos.
  • Detecção precoce de incêndio com supressão automática: sistema VESDA, que identifica partícula de fumaça antes de haver chama, com supressão que não danifica equipamento.
  • Segurança física com trilha de auditoria: CFTV 24x7x365, controle de acesso biométrico e registro individual de quem entrou, quando e por quê.
  • Padrão Tier III projetado: redundância em todos os sistemas críticos, permitindo manutenção sem parar a operação.

Com isso claro, vamos aos erros.

Erro 1: Comparar preço de rack sem comparar energia

Este é o erro que mais custa dinheiro, e o mais fácil de cometer. Duas propostas de rack inteiro podem ter o mesmo valor mensal e entregar potências elétricas completamente diferentes. Rack é espaço. O que faz o servidor ligar é kW.

Uma empresa que precisa de 5 kW por rack e contrata um fornecedor que entrega 2 kW vai descobrir o problema na hora de energizar o equipamento, com o servidor já parafusado.

O que verificar antes de fechar contrato:

  • Quantos kW por rack estão inclusos na proposta? Peça o número, não a faixa.
  • O que acontece se eu precisar de mais potência? Existe upgrade, e em quanto tempo?
  • A potência é garantida ou é "até", sujeita à disponibilidade do andar?
  • O consumo excedente é cobrado como? Medido por rack ou rateado?

Na ASAP, cada rack vai de 1 kW a 7,0 kW, o consumo é medido individualmente, e o upgrade de potência acontece em 30 segundos pelo portal, sem desligar nada e sem precisar fracionar o rack.

Erro 2: Aceitar data center que não é neutro

Um data center neutro é aquele onde várias operadoras estão presentes e o cliente escolhe com quem se conectar. Um data center de operadora é aquele onde você hospeda o servidor e compra a conectividade de quem é dono do prédio.

A diferença aparece na renovação. Sem neutralidade, você não tem com quem negociar: trocar de operadora significa mudar o servidor de lugar.

O que verificar:

  • Quantas operadoras estão fisicamente presentes no data center? Peça a lista.
  • Existe acesso ao IX.br, o ponto de troca de tráfego de São Paulo?
  • Posso contratar conectividade de um terceiro e receber o cross-connect?
  • Qual o prazo e o custo de um cross-connect novo?

O ASAP SP1 é multicarrier, com 11 operadoras presentes e em expansão, e conectado ao IX.br de São Paulo.

Erro 3: Não exigir visibilidade remota do rack

A maioria dos contratos de colocation entrega o espaço e para aí. O cliente descobre que o rack esquentou quando o cliente dele reclama que o sistema caiu. Descobre que a porta ficou aberta quando alguém avisa.

Isso não é limitação da tecnologia. É escolha de fornecedor.

O que verificar:

  • Consigo ver temperatura, umidade e consumo do meu rack em tempo real, sem abrir chamado?
  • Existe alerta quando a porta do rack é aberta?
  • Como sei o que está instalado em cada posição do rack sem ir até lá?
  • O histórico fica registrado ou só o estado atual?

No ASAP SP1 o cliente acompanha temperatura, umidade, status das portas e consumo pelo portal, recebe notificação no Telegram com foto, data e hora sempre que a porta do rack é aberta, e tem inventário digital com QR Code por posição.

Erro 4: Confundir SLA de disponibilidade com tempo de resposta

Contrato de colocation costuma trazer um número de disponibilidade bonito e nenhuma palavra sobre quem atende quando dá problema às três da manhã. São duas garantias diferentes, e a segunda é a que resolve a madrugada.

O que verificar:

  • Qual o SLA contratual de disponibilidade, em número?
  • Quem atende o chamado técnico: central de atendimento ou engenheiro de rede?
  • Existe hands remotos, ou seja, alguém que encosta a mão no meu equipamento quando eu não posso ir?
  • Qual o prazo de resposta, e ele está no contrato ou é promessa verbal?

A ASAP opera com SLA contratual de 99,987% de disponibilidade e suporte N2/N3 24x7, falando direto com engenheiro de rede, sem passar por central.

Erro 5: Não pensar em como a rede da empresa chega até o servidor

Este erro só aparece depois da migração. A empresa tira o servidor da sala de TI, coloca no data center, e descobre que agora tem dois links de internet para pagar: um no escritório e outro no data center. Pior: o acesso ao próprio servidor passa pela internet pública.

Existe caminho melhor. Um circuito de camada 2 estende a rede local da empresa até o data center, como se os dois estivessem no mesmo switch. O tráfego não passa pela internet pública, e a internet pode ser entregue no data center e compartilhada com o escritório pelo mesmo circuito.

O que verificar:

  • O fornecedor tem fibra própria até o meu endereço, ou vai revender de terceiro?
  • Existe circuito privado de camada 2 entre o meu escritório e o data center?
  • Preciso mesmo de dois links de internet, ou um entregue no data center resolve?
  • Qual a latência entre o meu escritório e o rack?

A ASAP opera fibra e backbone próprios na região metropolitana de São Paulo, com transporte de dados em camada 2 entre pontos atendidos pela rede.

A infraestrutura importa, mas a operação importa mais

Dá para montar uma lista de especificações e encontrar vários data centers que atendem no papel. A diferença aparece no dia a dia: quem responde o chamado, quanto tempo leva um upgrade de energia, se você descobre o problema pelo portal ou pelo cliente reclamando.

Por isso a pergunta mais útil na visita não é sobre o gerador. É: quem eu ligo às três da manhã, e essa pessoa opera o data center ou revende espaço de outro?

Conclusão

Tirar o servidor de uma sala improvisada é a decisão certa. Errar o fornecedor transforma um problema conhecido em um problema terceirizado.

Os cinco pontos deste texto viram uma lista curta de perguntas para levar em qualquer conversa: quantos kW por rack, quantas operadoras presentes, o que eu vejo do meu rack sem abrir chamado, quem atende de madrugada, e como a minha rede chega até lá.

Quer ver o ambiente antes de decidir? O ASAP SP1 é o data center próprio da ASAP Telecom em São Paulo, projetado no padrão Tier III, neutro e conectado ao IX.br. Agende uma visita técnica ou fale com quem opera o data center em www.asaptelecom.com.br/data-center-colocation.