Sala de TI ou data center? A conta real em São Paulo

Quanto custa de verdade manter a sala de TI própria em São Paulo e quando o colocation sai mais em conta. As dez linhas da conta, um exemplo e como migrar.

Por ASAP Telecom

Sala de TI ou data center? A conta real em São Paulo

Resposta curta: para a maioria das empresas de São Paulo com 2 a 20 servidores, manter a sala de TI própria custa mais do que parece, porque a conta real inclui energia, refrigeração, nobreak, manutenção, espaço, gente e o prejuízo de cada parada. Colocation em um data center troca tudo isso por duas linhas previsíveis na fatura: espaço no rack e energia contratada. Este guia mostra como fazer a conta com os seus próprios números.

O que entra na conta da sala de TI (e o que ninguém soma)

Quando o diretor pergunta "quanto custa a nossa sala de TI", a resposta costuma ser "nada, os servidores já são nossos". A conta real tem dez linhas:

1. Energia dos equipamentos. Servidor, storage, switch e firewall ligados 24 horas. É a soma do consumo máximo de cada equipamento, multiplicada por 720 horas no mês.

2. Energia da refrigeração. Para cada quilowatt que os equipamentos consomem, o ar-condicionado gasta mais uma parte para tirar esse calor da sala. Em sala sem corredor frio, é comum a refrigeração custar tanto quanto os próprios equipamentos.

3. Nobreak. Compra, troca de baterias a cada 2 ou 3 anos e o fato de que, na maioria das salas, ele segura minutos, não horas.

4. Gerador. Quase nenhuma sala de TI de empresa média tem. Sem gerador, uma queda de energia longa é uma parada.

5. Ar-condicionado dedicado. Compra, manutenção preventiva, e o segundo aparelho que deveria existir para quando o primeiro falha.

6. Espaço. Os metros quadrados da sala valem aluguel ou valem outro uso.

7. Pessoas. As horas do time de TI gastas com infraestrutura física (energia, temperatura, cabo, porta) em vez de sistema e usuário.

8. Segurança física. Quem entra na sala, quando, e o que fez lá dentro. Na maioria das empresas, ninguém sabe.

9. Link. A internet que chega à sala, e o que acontece com a operação quando ela cai.

10. O custo de parar. Uma hora de ERP, telefonia ou e-commerce parado vale quanto para a sua empresa? Essa linha costuma ser a maior de todas, e é a única que não aparece em nenhuma fatura.

O que entra na conta do colocation

Em um data center, a empresa paga por duas coisas:

  • Espaço no rack: de 1U (um servidor) a um Full Rack de 44U, passando por 2U, 1/4 de rack (10U) e 1/2 rack (22U).
  • Energia contratada: a potência que os seus equipamentos usam, com a refrigeração, a redundância elétrica e a operação já incluídas nesse valor.

Não há conta de ar-condicionado, de bateria, de gerador, de manutenção predial nem de segurança física separadas. Tudo isso é o que o data center entrega pelo valor da energia contratada.

Como dimensionar o que você precisa (regra que a ASAP usa)

A base é o consumo máximo de cada equipamento, que está na etiqueta ou no manual. Um valor por equipamento, mesmo que ele tenha duas fontes (a segunda é reserva).

  • Fração de rack (1U, 2U, 1/4 ou 1/2): energia contratada = 100% da soma do consumo máximo dos equipamentos. Sem folga e sem mínimo, porque o circuito é compartilhado e o data center reserva o pior caso.
  • Full Rack (rack dedicado): energia contratada = pelo menos 80% da soma do consumo máximo, em degraus de 500 W, mínimo 1 kW. Você administra a própria energia e, na prática, pode ter mais equipamento ligado do que a soma das fontes sugere, porque controla o consumo real.
  • Regra de bolso: se a soma do consumo máximo passa de 1 kW, o Full Rack tende a sair melhor do que a fração, e ainda traz o painel do rack em tempo real e o alerta de abertura com foto, que só existem no rack dedicado.

Na ASAP, a assistente do site faz esse dimensionamento com a sua lista de equipamentos, nos dois cenários, antes de qualquer proposta.

Exemplo com premissas que você troca pelas suas

Empresa de serviços em São Paulo, 60 funcionários, 3 servidores, 1 storage, 2 switches e 1 firewall na sala de TI. Soma do consumo máximo: 1,6 kW. Premissas do exemplo (troque pelos seus números): tarifa de energia de R$ 0,95 por kWh, refrigeração consumindo o mesmo que os equipamentos, troca de baterias do nobreak a cada 3 anos, 6 horas por mês do time de TI com infraestrutura física, 2 paradas por ano de 4 horas.

| Linha | Sala de TI própria (mês) | Colocation (mês) |

|---|---|---|

| Energia dos equipamentos (1,6 kW x 720 h x R$ 0,95) | R$ 1.094 | incluída na energia contratada |

| Energia da refrigeração (mesma ordem) | R$ 1.094 | incluída |

| Nobreak, baterias e ar-condicionado (compra e manutenção diluídas) | R$ 400 a R$ 900 | incluídos |

| Gerador | não tem | incluído |

| Horas do time de TI com infraestrutura física | R$ 600 a R$ 1.200 | perto de zero |

| Espaço da sala (10 m²) | R$ 500 a R$ 1.500 | zero |

| Paradas (8 horas por ano) | depende da sua operação | reduzido pelo SLA de 99,987% |

| Espaço no rack + energia contratada | zero | conforme a proposta (espaço + energia contratada) |

A conta da sala própria, sem contar as paradas, fica entre R$ 3.700 e R$ 5.800 por mês nesse exemplo. É contra esse número que o colocation deve ser comparado, não contra "zero".

O que muda além do dinheiro

  • Disponibilidade com contrato: o Data Center ASAP SP1 tem SLA de 99,987%, projetado no padrão Tier III, com energia e climatização duplicadas. Na sala de TI, o SLA é o que o prédio deixar.
  • Você vê o seu rack: no Full Rack, painel em tempo real (circuitos A e B, temperatura, umidade, portas) e alerta de abertura com foto de quem abriu, direto no seu Telegram.
  • Crescer sem parar: upgrade de potência em 30 segundos, sem desligar nada, em qualquer fração de rack.
  • Inventário por QR Code: cada cabo e cada equipamento registrados, com rastreabilidade pelo portal.
  • Rede no mesmo lugar: a ASAP é um PIX do IX.br em São Paulo; o link dedicado da empresa pode chegar ao rack e à sede pela mesma rede própria na Grande São Paulo.
  • Perto de quem usa: o SP1 fica dentro de São Paulo (Jurubatuba), um data center de borda, não um campus afastado. Caminho de rede curto para quem acessa os sistemas da cidade.

Quando a sala de TI própria ainda faz sentido

  • Equipamento que precisa estar fisicamente ao lado de uma máquina ou de um processo (chão de fábrica, laboratório).
  • Operação muito pequena: um servidor de arquivos para 10 pessoas, sem sistema crítico.
  • Exigência contratual ou regulatória de guarda local, que é rara e costuma ser resolvida com contrato e auditoria no data center.

Fora disso, a conta costuma fechar a favor do data center já no primeiro ano.

Como migrar sem dor de cabeça

1. Liste os equipamentos com o consumo máximo de cada um. É o único dado que importa para dimensionar.

2. Peça o dimensionamento nos dois cenários (fração e Full Rack) e a proposta. Na ASAP, depois de uma conversa rápida, a proposta sai em até 15 minutos.

3. Conheça o SP1 em uma visita de apresentação (terças e quintas) antes de assinar.

4. Planeje a migração em uma janela de baixo uso, com o link dedicado já ativo no rack.

5. Mantenha a sala antiga ligada por uma semana como reserva e desligue.

Fale com a ASAP

Mande a sua lista de equipamentos pelo WhatsApp e a assistente dimensiona o rack e a energia na hora. Ou peça a proposta pelo formulário abaixo.

Leia também: [Data Center e Colocation em São Paulo](/data-center-colocation) · [Guia de Data Center e Colocation](/guias/data-center-colocation) · [Perguntas sobre data center em São Paulo](/data-center-colocation/perguntas)

Para contratar, conheça a página de Data Center e Colocation ou peça uma proposta à pré-venda da ASAP.